Resumo: Psicologia Das cores – Eva Eller – Preto

Preto: A cor predileta dos designers e dos jovens

Continuando o resumo do livro Psicologia das Cores, da autora Eva Eller, hoje é dia do Preto, que, segundo o livro,  é a cor do poder, da violência e da morte.

Veja abaixo o resumo das principais características dessa cor:

  • A cor predileta dos designers e dos jovens.
  • Cor da negação e da elegância.
  • O preto é uma cor? Essa é uma das perguntas preferidas, se o preto é uma cor. Alguns estão totalmente convencidos de que o preto não é uma cor – porém não sabem dizer por quê. Contudo, ainda que o neguem, essas pessoas sem sombra de dúvida veem o preto e lhe conferem uma simbologia que não pode ser comparada à de nenhuma outra cor.
  • A soma de todas as cores do arco-íris é branca. O preto é a ausência de todas as cores. Desse modo, o preto foi declarado uma “não cor”.
  • O preto é a cor preferida de dez por cento das mulheres e homens. Para nenhuma outra cor essa preferência fica tão patentemente determinada em função da idade – melhor dizendo, da pouca idade: dentre os homens dos 14 aos 25 anos, 20% citaram o preto como cor predileta; dentre os de 26 a 49 anos, apenas 9%; dentre os acima de 50 anos, nenhum citou o preto como cor predileta. Entre as mulheres, o gosto pelo preto também oscila com a idade. Cerca de 15% das mulheres jovens citaram o preto como cor predileta; dentre as com mais de 50 anos, apenas 6%. Quanto mais idade se tem, menos se aprecia o preto. O motivo: os jovens pensam no preto como roupa da moda e carros caros; os idosos pensam na morte.
  • O preto mais profundo do mundo é o do veludo preto
  • O luto: preto 80% · cinza 8% · violeta 5% · branco 5%
  • Na simbologia cromática cristã, o preto é a tristeza pela morte terrena; o cinza simboliza o juízo final e o branco é a cor da ressurreição. Por isso a cor dos trajes dos que estão enlutados é o preto; no entanto, a cor dos mortos é o branco, pois eles devem ressuscitar.
  • No Antigo Egito, a cor do luto era o amarelo, pois o amarelo simbolizava a luz eterna. O luto é branco sobretudo entre os povos para quem o preto é símbolo da fecundidade: se a fecundidade é preta, a morte tem que ser branca.
  • O preto transforma todos os significados positivos de todas as cores cromáticas em seu oposto negativo. O que soa tão teórico é uma constatação elementar prática: o preto faz a diferença entre o bem e o mal, porque ele faz também a diferença entre o dia e a noite.
  • A cor da negação: o preto transforma amor em ódio
  • Amarelo-preto é um dos acordes mais negativos. O amarelo já é carregado de muitos significados negativos, que se fortalecem com o acréscimo do preto. Amarelo-preto é o egoísmo, a infidelidade e → a hipocrisia, todos sentimentos muito mais desprezíveis do que os que são associados a vermelho-preto. Vermelho-preto é o mal que deriva das paixões; amarelo-preto é o mal premeditado.
  • Preto sobre amarelo são todos os sinais de alerta: Eles sinalizam: “Pense bem no que irá fazer, pois pode se machucar!”
  • Preto-violeta é um acorde cromático de ação menos negativa, pois é um acorde mais natural: o violeta se liga ao preto no céu noturno.
  • Violeta e preto são as cores do oculto, da magia. Certamente, para o efeito mágico, o violeta é decisivo
  • Os signos zodiacais “negros” estão relacionados às estações escuras do ano no Hemisfério Norte; são eles Capricórnio, a partir de 22 de dezembro, e Aquário, a partir de 21 de janeiro. Em correspondência à simbologia da cor preta, esses signos são caracterizados por qualidades principalmente masculinas, como força e autoafirmação. Essas qualidades, pela simbologia desses signos, têm um caráter mais extrovertido nos capricornianos e mais introvertido nos aquarianos.
  • Até os nossos dias, o preto é a cor básica do clero. E, em alguns países, “negro” é outro designativo para clérigo.
  • A Igreja é uma força conservadora. A cor do clero transformou-se em cor do partido dos conservadores.
  • Quase que subitamente, em meados do século XV, as cores medievais desapareceram. O mundo obscureceu-se.
  • Na estipulação das cores do início da Idade Média, a nobreza reservava para si as cores luminosas, restando para as classes menos favorecidas as cores escuras e sem brilho. Cor significava poder.
  • Porém, a sociedade foi mudando: a nobreza foi se empobrecendo e a burguesia começou sua ascensão. Sem poder econômico não há poder político. Os burgueses, que enriqueceram com o comércio, não mais admitiram que os nobres, de quem eram credores, mandassem em sua maneira de se vestir. As cores da nobreza passaram a identificar os patrícios. Agora cor significava riqueza.
  • Na Idade Média existiam as “tinturas bonitas”, que embelezavam o tecido, e existia a “tintura preta”. As tinturas bonitas tingiam os tecidos com cores cromáticas, luminosas, que ao mesmo tempo eram as cores mais caras – e, por isso, só eram empregadas para tingir tecidos caros.
  • As cores desapareceram definitivamente quando a Espanha passou a ser potência mundial. Pois uma potência mundial dita a moda no mundo e, na corte espanhola, estabeleceu-se a soberania de uma só cor, que predominou por todo um século: o preto.
  • Nas fotografias dos casamentos que aconteceram por volta de 1900, quase todas as noivas usam um vestido preto que lhes vai até os pés; somente o véu era branco.
  • O preto também era a cor psicologicamente mais adequada para os vestidos de noiva. O casamento, naquele tempo, era um negócio, do mesmo tipo de uma fusão comercial. Quem não tinha nada para herdar não tinha como se casar.
  • O casamento por amor era um ideal romântico, que só se tornou realmente popular quando a dissolução dos matrimônios se tornou possível. Em lugar dos sentimentos cálidos, o que dominava então era a frieza da razão. E a razão dizia que o preto se adequava bem às noivas.
  • Elegância significa abrir mão da pompa, do desejo de chamar a atenção. Quem usa preto abre mão até da cor. O preto é garantia de elegância.
  • Um vestido preto, assim como um terno preto, produzem um efeito delimitativo, conferem importância a quem os veste. Quem se veste de preto não tem necessidade de se tornar interessante pelas cores que usa; para isso, basta sua personalidade.
  • Quando a pessoa ainda não pode definir sua posição social pela profissão e pelas posses, o símbolo de sua individualidade é a roupa.
  • O preto é viril, enérgico e sério. Por isso mesmo, de todas as cores, o preto é a cor que mais aparece nos sobrenomes.
  • O preto é a cor de todas as organizações secretas que agem contra a lei. Bandeiras pretas e uma estrela preta são símbolos dos anarquistas. Legendária também é a bandeira preta dos piratas, com uma caveira. Aqui se liga o preto da ilegalidade ao preto da morte: preta é a cor das organizações cujos membros condenam outras pessoas à morte.
  • Preto-vermelho-marrom é o acorde da violência e da brutalidade.
  • Todos os grupamentos políticos cujos membros sentem que podem se assenhorear da vida de terceiros, deixam-se representar com prazer pela cor simbólica da morte; com isso eles exprimem sua disposição de sacrificar suas vidas em favor de suas convicções.
  • Espaços pretos parecem muito menores do que os brancos. Móveis pretos dominam o espaço – sua presença é mais ostensiva, eles parecem mais pesados e abrutalhados.
  • Quando não está em condições impecáveis, o preto logo perde sua elegância.
  • Nos objetos de luxo, a renúncia às cores permite que o luxo se manifeste por si só. O preto é a cor com que mais se evidencia a renúncia ao colorido, a mais contundente renúncia à ostentação – e por isso o preto é a mais nobre das cores.
  • Tudo que quisesse ganhar a aparência de ser tecnicamente moderno se tornou preto: televisores, aparelhos de som, câmeras fotográficas e relógios de pulso. As cores deveriam desaparecer, para que a técnica passasse ao primeiro plano. Quanto menos nova uma tecnologia, quanto mais comum um objeto, com mais cores ele passará a ser apresentado.
  • Uma fotografia em preto e branco parece ter maior valor documental do que uma foto em cores.
  • Em um mundo colorido, o preto e o branco são as mais objetivas cores da realidade.

Gostou?

Aqui no blog tem resumo de outras cores também! Vou adicionando conforme termino de ler o livro, então pode voltar que sempre tem novidades! 🙂

Verde

Amarelo

Vermelho

Azul

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